A instrução da informação

A instrução da informação

Uma pessoa que recebe instruções para realizar determinada tarefa pode falhar por não perceber essas instruções como ordens. Por outro lado, a pessoa responsável por transmitir essas instruções, mesmo que conheça muito bem o conteúdo, precisa tornar a informação clara para quem as recebe. O seu maior obstáculo para a boa comunicação da informação é esquecer de como era não saber.

Talvez você ache desnecessário explicar de forma didática e detalhada a execução de uma tarefa, mas se surpreenderia com a quantidade de trabalhos realizados erroneamente porque quem deu as ordens ou transmitiu as instruções não foi claro o suficiente.

Nigel Holmes, o arquiteto da informação dizia que:
“Boas instruções exigem deixar muito claro que a conversa que você está tendo é uma ordem, e não apenas papo furado” (Apud WURMAN, Richard S. 2005, p. 186).

Quando você diz a sua namorada que não gosta de beterraba, por exemplo, você está a instruindo que, se caso ela goste de você, ela não irá oferecer beterraba no jantar. Todos nós já vivenciamos situações de alguém não fazer o que queríamos que fizesse pelo simples fato de não escutar o que disse. Mas será que foi a pessoa que não nos escutou ou foi você que não a instruiu corretamente?

Demétrio afirma que não gosta de beterrabaDemétrio triste porque tem beterraba para jantar e ele não gosta

As campanhas publicitárias de sucesso, são aquelas que conseguiram dar excelentes instruções. Para Richard Wurman (2005. p, 201), se fazer compreender é mais importante do que tentar convencer a comprar alguma coisa.

“Seguir instruções é uma das tarefas de mais difícil compreensão encontradas na vida cotidiana” – H. A. Simon & J. R. Hayers, Understanding Complex Task Instructions (apud WURMAN, Richard S. 2005, p. 201)

É muito comum as pessoas no seu dia a dia, inclusive professores – profissionais que lidam com instruções diretamente – dar informações mal formuladas ou sem considerar quem as recebe. Por exemplo, nas minhas aulas – sempre que possível, passo para a turma um exercício de fixação do conteúdo apresentado. Por isso, é necessário que eu reserve um tempo da aula para explicar algumas vezes, de diferente formas o que realmente eu pretendo com a atividade, qual será o objetivo e as diretrizes para a sua execução a fim do aluno compreender claramente a atividade.

Bibliografia: Wurman, Richard Saul. A ansiedade da informação 2: um guia para quem comunica e dá instruções. São Paulo: Editora de Cultura, 2005.

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