A organização da informação

A organização da informação

No artigo O excesso de informações você estudou que para usar a informação – seja ela qual for – de forma produtiva é necessário saber duas questões:

  • O que fazer?
  • Por que fazer?

Ou seja, ter claro o objetivo a ser alcançado (o que fazer) e para qual motivo deve ser alcançado (por que fazer) é a base da estrutura para organizar a informação a fim de alcançar a solução necessária.

Partindo do ponto de vista da solução a ser alcançada, começamos a planejar os caminhos (como fazer) para conseguir atingi-la. E para isso também usamos duas questões:

  • O que se pretende conseguir?
  • Como posso fazer para conseguir?

Dividir o objetivo principal (o que fazer) em partes menores (micros objetivos) facilitará a organização.

Para cada micro objetivo você precisará especificar: o que se pretende conseguir e como fazer para conseguir.

É relevante esclarecer que todos os micros objetivos possuem a missão de levar sempre a um nível mais próximo para atingir o objetivo principal (macro objetivo).

Segundo Richard S. Wurman (2005, p. 51),

[…] Existem muitos “comos” e apenas um “o quê”. O “o quê” orienta os “comos”. É preciso sempre perguntar “o quê?” antes de perguntar “como?”.

Para aprender algum tipo de conhecimento é necessário haver o interesse em receber a informação. Mas só o interesse não basta para que se atinja o aprendizado (o que se pretende conseguir).

Também é necessário ter a vontade para descobrir qual a sua estrutura de organização (como posso fazer para conseguir).

Quando a informação que se espera aprender tem organização, com inicio, meio e fim, torna fácil começar a examiná-la sob diferentes perspectivas a fim de extrair valor e significado.

Para Wurman (2005, p. 43)

[…] Cada ponto de vista, cada maneira de organizar criará uma estrutura nova. Cada estrutura nova proporcionará um significado diferente, funcionando como um novo método de classificação a partir do qual o todo pode ser apreendido e compreendido.

Há 10 anos venho trabalhando e testando maneiras de organizar os conteúdos das minhas aulas a fim de conseguir transmitir aos alunos a massa de informação necessária para que ele mesmo possa examiná-la sob diferentes pontos de vista e extraia valor para a sua vida profissional.

 

Bibliografia: Wurman, Richard Saul. A ansiedade da informação 2: um guia para quem comunica e dá instruções. São Paulo: Editora de Cultura, 2005.

Este é um conteúdo autoral licenciado pela licença Creative Commons

Atribuição-Não Comercial CC BY-NC
Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.

Deixar resposta

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

3452