Comunicação Digital, Educação e Mercado

Comunicação Digital, Educação e Mercado

As tecnologias de comunicação digital transformaram a educação e o mercado de trabalho, alteraram as técnicas, as práticas, as atitudes, os modos de pensamento, os valores, a comunicação, as relações e a organização da nossa sociedade.

Todas essas mudanças impactaram diretamente as nossas vidas pessoais e profissionais, recebendo o nome de Cibercultura. A partir disso, surge um novo mercado: o da informação e do conhecimento, onde sistemas, sites e aplicativos servem de mapas, filtros e seleções para nos orientar nesse excesso de informações.

Porém, a velocidade com que surgem e se renovam os saberes (habilidades, conhecimentos e atitudes) exige do profissional um aprendizado constante como requisito para a sua permanência no mercado de trabalho.

Pierre Lévy (p. 159) afirma que:

a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no início de seu percurso profissional estarão obsoletas no fim de sua carreira.

Nesse contexto, as tecnologias digitais amplificam, exteriorizam e modificam as funções cognitivas humanas:

  • Impactam na memória por meio das tecnologias como banco de dados, hiperdocumentos, arquivos digitais.
  • Impactam na imaginação por meio de simulações.
  • Impactam na percepção por meio dos sensores digitais, telepresença, realidades virtuais.
  • Impactam no raciocínio por meio da inteligência artificial, modelização de fenômenos complexos.

Tudo isso nos favorece porque traz:

  • Novas formas de acesso à informação: navegação por hiperdocumentos, caça à informações através de mecanismos de pesquisa, knowbots ou agentes de softwares, exploração contextual através de mapas dinâmicos de dados;
  • Novos estilos de raciocínio e de conhecimento, tais como a simulação, verdadeira industrialização da experiência do pensamento, que não advém nem da dedução lógica nem da indução a partir da experiência.

O professor na comunicação digital

Cabe ao professor na era da comunicação digital tornar-se incentivador do compartilhamento dos conhecimentos e experiências entre si e os alunos. Se as pessoas aprendem com suas próprias atividades sociais e profissionais, o professor deve ter a missão de orientar o percurso individual de cada aluno no saber e de contribuir para o reconhecimento dos conjuntos de saberes pertencentes às pessoas, aí incluídos os saberes não acadêmicos.

Para as atividades profissionais que exigem resolução de problemas complexos, coordenação de equipes e gestão de relações humanas, a transação de informações e de conhecimentos (produção de saberes, aprendizagem, transmissão) faz parte integrante do cotidiano profissional.

Cada vez mais usar as hipermídias, sistemas de simulação e redes de aprendizagem cooperativa devem estar integrados aos locais de trabalho porque a formação profissional tende a integrar-se com a produção. (Pierre Lévy, p. 176)

Bibliografia: Lévy, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

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