Equipes horizontais precisam ser maduras

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Um dos maiores desafios do empreendedorismo é o trabalho em equipe. Explico melhor: num novo modelo onde profissionais de diferentes competências se agrupam para realizar um determinado projeto, onde todos estão no mesmo nível hierárquico e possuem diferentes talentos – que até por isso motivaram esse agrupamento – quem responde pelo cumprimento de prazos e objetivos?

Nem sempre essa relação fica clara, e as pessoas tendem a discutir mais opinião do que técnica, dependendo da sua maturidade e do quanto aquele grupo realmente consegue trabalhar em alinhamento.

Uma recente – e ótima – palestra que assisti no Sebrae de São Paulo, ministrada pela consultora Esmeralda Queiroz sobre o tema da Liderança, me fez pensar nessa nova relação. Se antes nas empresas o papel do líder era claramente definido pela hierarquia, que pressupunha uma verticalidade nas relações (líder + subordinados), nos trabalhos em equipe essa verticalidade dá lugar à horizontalidade: “todos temos direitos e deveres na consecução desse projeto”.  Mas, se os integrantes desse grupo não tiverem maturidade, respeito mútuo e clareza da sua contribuição e dos limites da sua participação no projeto, corre-se o risco de cair na disputa de poder, ou em eternas discussões sobre o “como fazer”, “porquê  fazer”, deixando em segundo plano o fazer.

Na teoria da administração, esse modelo se caracteriza pela interdependência entre todos os membros do grupo, simplesmente porque para alcançar o objetivo do trabalho é necessário somar esforços entre todos, sendo o resultado dessa sinergia maior que a soma das partes. Como diz o autor Wagner Siqueira*: “enquanto a equipe como equipe não for capaz de discernir as alternativas práticas de ação conjunta e eliminar as incertezas e as confusões relativas a essas distinções, dificilmente será capaz de avançar rumo à busca da excelência na realização de seus processos de trabalho”.

Para que um novo modelo de relações mais qualitativas e equitativas de trabalho, também é necessário ter competências da velha escola de administração: comprometimento, clareza de papéis, foco no objetivo final e cooperação. O sucesso da proposta de trabalho por job e não mais vinculada à uma estrutura rígida depende disso. A ver!

Daniela Ramos – publicitária, professora e empreendedora

 

*Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/usos-da-hierarquia-no-trabalho-em-equipe/61282/

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