Escolha (com cuidado) as fichas e faça suas apostas!

Como empreendedor/gestor, sempre precisamos tomar decisões.

Em uma estratégia de marketing, para qualquer tamanho de empresa, as vezes nos deparamos com a escolha de qual caminho trilhar.  Qual plataforma escolher para utilizar? Onde estarei para ter comunicação entre minha marca e o público consumidor?

Sempre é necessário cuidado com quem se associar. Seja uma celebridade ou outra empresa. Atualmente fala-se muito em influenciadores no mundo digital, youtubers, perfis no Instagram que em minutos conseguem angariar milhares de likes.

As vezes alguns escolhem plataformas de música, esportes ou eventos culturais. Outros vão para ações sociais com órgãos públicos ou terceiro setor. Causas de combate à descriminação, consumo consciente, reciclagem e proteção ambiental e de animais. Vejam quantas frentes podemos atuar. Mas nunca se esqueçam que somos co-responsáveis. Colocando nossa marca, também passamos a responder pela correta execução da ação e como e a quem impactar.

Esse assunto voltou à tona com muitos questionamentos, devido a vários eventos recentes terem sido criticados e questionados pelo mercado, o que tomou  uma dimensão enorme em pouco tempo, devido à facilidade e agilidade de propagação da informação globalizada.

Alguns exemplos: um banco, achando que estava seguro e garantido ao patrocinar uma exposição cultural no RS, fazendo seu papel na sociedade, e construindo sua imagem. Mas consideraram a curadoria e escolha das obras com cunho pornográfico. Isso gerou manifestações, debates na imprensa e redes sociais. Resolveram cancelar a exposição.

Já em São Paulo, uma marca esportiva, em apoio a prefeitura, decide patrocinar a recuperação e reforma de importante parque público – o Ibirapuera. Porém, ao colocar os tapumes num espaço do parque para reforma, comunicaram que parte da ciclovia seria fechada. Deu a entender, e a interpretação das pessoas foi que, a empresa estava patrocinando o fechamento da ciclovia. Outra onda de críticas à marca e seus produtos, seu posicionamento e histórico.

E, parecendo que tudo vira vitrine, uma exposição com performance – em que o artista ficou nu e público pôde interagir – gerou outra onda de questionamentos:  ofensores e defensores em debates fervorosos tomando um momento em que uma criança tocou o artista. Ponto onde o MAM – SP teve que se posicionar e comprou a briga não cancelando a exposição. Tempos em que as assessorias de imprensa e profissionais de RP tiveram que trabalhar muito.

Em nenhum momento estou argumentando sobre as ações e seus impactos, mas alertando para que, no momento de tomada de decisão, pensem e repensem sobre onde colocarem suas fichas.  Essas decisões trazem como consequência a necessidade de sustentar posicionamentos bem claros, para não afetar a credibilidade e reputação da sua marca/empresa/negócio.

Estou fazendo meus planos para 2018/20, e escolherei minhas apostas!

Imagem: Robert-Couse Baker on Flickr

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