Fazer design é fazer junto: por um design competente!

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“O design situa-se no domínio do artificial e implica uma ação, aparência visual, comunicação, processo reflexivo e pensamento. O design é um processo contextual criado pelo designer no sentido de gerar significados e despoletar comportamentos que promovam o encontro com um ou mais participantes. Neste sentido, pressupõe que se estabeleça uma determinada interação entre o produtor da experiência e o fruidor desta num processo aberto de significação. Na prática, Design é simulação, signo e imagem, enredo e efeito de ilusão, ou seja, um ato dinâmico que requer conhecimentos técnicos e estéticos que permitam fazer a mediação entre o natural e o artificial. Além disso, através do design faz-se uma reflexão sobre o mundo em que vivemos, adoptam-se práticas sustentáveis e estimula-se o ativismo, ou seja, incorporam-se aspectos éticos e estéticos que promovam a criação de espaços inclusivos, assim como a democratização dos objetos e dos sistemas de enunciação. No fundo, o design é um lugar de encontro entre a teoria e a prática que requer um olhar atento sobre o mundo em que vivemos. Em design o enunciado e a resolução do problema coincidem”. (Patrícia Gouveia)

O termo design, origina-se no latim Signare que possui significado de ação processual, ou seja, implica em fazer algo, ou distinguir alguma coisa por meio de um signo, dom Latim Signum.

O designer em essência é um fazedor, no sentido da efetivação do projeto. Esta vertente ganha força a partir do Séc. XVIII, sobretudo na Inglaterra em meio a Revolução Industrial, onde foi fundada a Schools of Design, com o intento de preparar e especializar mão de obra para o desenvolvimento de novos produtos.

“O designer como projetista industrial e consolidador de consumo”

A ação projetual implica a inter-relação entre desejo, intento, processo e produção, deste modo é design inscreve-se na pluralidade de saberes, teóricos e técnicos, na articulação de ferramentas (tecnologia) e sobretudo na estrutura processual (projeto).

Na constituição contemporânea do termo, tais determinações assumem outras dimensões, extrapolando assim a instância dos produtos industriais, compreendendo também a indústria da imaterialidade, o design da cultura.

Ser designer é ser parte do design, ou seja, o designer como individualidade compreende uma parcela dos fundamentos necessários ao exercício do design enquanto ação complexa.

É requerido a este indivíduo, o designer, o contínuo aperfeiçoamento de seus referências teóricos, afim de que contribua ao projeto em execução sempre amparado por uma base epistemologia e cultural ampla e pluralística. Carece ao designer “Aprender a Conhecer”

Do mesmo modo o designer requer habilidade, característica de desenvolvimento contínuo da ação realizadora, a habilidade (técnica) prove ao designer a capacidade de registro daquilo que lhe é íntimo e não compartilhável, seu conhecimento (saber teórico).

“Aprender a Fazer”, está no esforço perene do designer enquanto produtor de significações, o design materializa-se no registro daquilo que formula em pensamento.

Sendo o designer parte do design, e este último formado por variados e complementares atores, é requerido ao indivíduo que se pré-dispõe a esta ocupação, a profícua e intensa relação interpessoal.

“Fazer design é fazer junto”

Conviver em meio as diferenças, complementares na atividade projetual, é sempre um desafio. Cabe ao designer, no entanto, o bom uso destas relações principalmente porque só a diferença ensina, a concordância e igualdade apenas reforçam as prepotências.

Pode-se observar neste breve ensaio que o ser designer implica em “Aprender a ser”; para isto se faz necessário a inter-relação das diversas dimensões que compõe o projeto; o design carece de competências.

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