INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

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Muitas vezes a palavra “inovação” vem acompanhada de outra: “tecnologia”. O texto de hoje vai discutir este ponto: Inovação é só a tecnológica?

Existe uma referência essencial quando falamos sobre inovação. É o Manual de Oslo. Este material foi editado a primeira vez em 1992. Tomei como base a tradução disponível em português da terceira edição, divulgada em 2005.

Esta terceira edição trata principalmente da inclusão de conceitos como: inovação em marketing e inovação organizacional. Estes conceitos foram adicionados aos tipos de inovação que já constavam em edições anteriores, inovação em produtos e inovação em processos.

Outra mudança é abordada a seguir, com uma transcrição que considero conveniente.

“Uma mudança é a remoção da palavra “tecnológica” das definições, visto que a palavra evoca a possibilidade de que muitas empresas do setor de serviços interpretem “tecnológica” como “usuária de plantas e equipamentos de alta tecnologia”, e assim não seja aplicável a muitas de suas inovações de produtos e processos. “(Manual de Oslo, 2005, p. 24)

Pois é, para inovar até podemos incluir ferramentas de tecnologia, como implementar o uso de uma máquina que aumenta sua produção, ao associar sua venda a um aplicativo, mas inovação não requer necessariamente a utilização de tecnologia. Você pode inovar colocando seu produto em outros pontos de venda, mudar sua estrutura organizacional para ganhar produtividade, sem necessariamente usar tecnologia para isso.

Na citação vemos também a palavra interpretação. Pois é, a palavra tecnologia é muitas vezes interpretada de maneira a associar somente à tecnologia de ponta, e na verdade a tecnologia pode ser implementada com processos simples. É como o espremedor de batatas… sabe? Aquele que você usa para fazer purê?… Então… já se amassavam batatas com o garfo antes de alguém melhorar a operação com a utilização dessa ferramenta. Isso já é tecnologia.

Portanto, para inovar, não é necessário ter tecnologia envolvida. É claro que a tecnologia pode nos proporcionar ganhos potenciais, mas às vezes, com pequenas mudanças em produtos, processos, de marketing ou organizacionais conseguimos inovar na maneira que oferecemos nossos produtos ou serviços.

Para saber mais consulte:

Manual de Oslo, 3ª edição de 2005. Publicação conjunta da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Gabinete Estatístico das Comunidades Européias e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Disponível em: http://www.finep.gov.br/images/apoio-e-financiamento/manualoslo.pdf. Acesso em 14/11/2016.

Ah! Fique atento que em muitas fontes de informação, a palavra tecnologia estará associada à inovação, mas lembre-se que não necessariamente precisamos de tecnologia para inovar, mesmo que hoje considere-se quase um conceito indissociável. Ai… falei difícil….

Em outros momentos falaremos de cada tipo de inovação, produto, processo, de marketing e organizacional. Até o próximo texto!

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