Pensar bem a velhice – Parte 2

Close up of human hand holding brain

 

Olá Pessoal,

Aqui vamos refletir sobre o nosso corpo envelhecido, sem contudo, nos impressionarmos com essas constatações. Mesmo havendo limitações físicas, as nossas tarefas psicológicas e físicas têm de continuar e ser completadas. É importante saber que nem todos os sistemas envelhecem de modo harmônico e equilibrado, havendo diferenças individuais nesse processo. Podemos apresentar, por exemplo, o aparelho circulatório em boas condições e uma pele ressecada e enrugada! Ou uma memória pouco promissora e os dentes e vista em condições ainda muito boas! E assim por diante.

Essas coisas dependem, como sabemos, da nossa herança genética, de uma alimentação saudável e equilibrada, de estados recorrentes ou não de estresse, da qualidade do sono e por aí vai. A medicina tradicional, a medicina ortomolecular, a biologia molecular e outras áreas da saúde têm realizado relevantes progressos no sentido de diminuir o ritmo desse processo de degradação ou até, em alguns casos, revertê-lo. No entanto, o eterno desejo da juventude permanente, é um sonho para ser acalentado, mas ainda não possível.

Uma reflexão cabe aqui, mas não para ser discutida agora: será que essa eterna jovialidade seria desejável, conveniente e adequada? Aqui entram a filosofia, a religião, a ética, a bioética e até a economia. Mas, por ora, nos conformemos de que temos um corpo e que esse envelhece, sim! É sensato e prudente ter um bom relacionamento com o próprio corpo, já que sem ele não poderemos viver. O corpo é nossa singularidade e nossa identidade e dele precisamos para nos expressar e nos relacionar com o resto do universo. Cuidemos dessa máquina para viajar por esse mundo com paz, harmonia, conforto e muito prazer. Para terminar, permitam-me deixar a vocês um texto de Mario Prata, escritor, dramaturgo e cronista:

“Envelhecer é uma merda.
E não me venham com o papo de sabedoria, não.
Envelhecer é muito cansativo.
Por tudo isso que eu não saio da envelhescência,
que é uma adolescência de trás pra frente.
Tou quase chegando no ginasial.
Espinhas na bunda.
E um tesão de amadurecer enorme.
Enviado de meu IPhone.”
Um abraço pessoal.

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