“Por sua cabeza” – os benefícios neurológicos do tango

Por essa, nem Gardel esperava! Muito já se falou sobre a dança como atividade de lazer e reunião para pessoas de todas as idades. Mas agora é cientificamente comprovado que dançar tango auxilia na prevenção de doenças degenerativas da terceira idade como o Parkinson; previne a depressão e melhora a coordenação motora e a resistência física, evitando quedas.

Estudos da Universidade de McGill, no Canadá¹, observaram durante 12 semanas pacientes com mal de Parkinson – doença que afeta o sistema neurológico nas áreas responsáveis pela coordenação motora e o equilíbrio.

A combinação da dança com a medicação adequada beneficiou os pacientes, que adquiriam melhor controle motor – como a recuperação da habilidade de andar em linha reta – equilíbrio, estimulação da memória e dos gânglios basais – responsáveis pelos nossos movimentos –  bem como a redução da sensação de fadiga.

Mas qual o diferencial do tango?

O diferencial do tango em relação aos outros ritmos é que, justamente por ser irregular (mudar de ritmo e velocidade ao longo da música) e exigir dos dançarinos que dêem passos tanto para frente quanto para traz, exige concentração, capacidade de memorização e controle motor para acompanhá-lo.

Nota: em São Paulo existem vários locais para a prática do Tango. Para aulas, conheço o Centro do Professorado Paulista – CPP, que oferece diferentes modalidades de dança com  caráter recreativo, inclusive o tango.

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